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A angústia de escolher a profissão
 
Milena Nandi da Redação

De um lado, um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. De outro, garotos que precisam tomar a decisão sobre qual profissão seguir cada vez mais cedo. Dá para tentar resolver a questão - ou ao menos reduzir a chance de erro?
Não há como garantir que uma pessoa que mal está saindo do colégio tenha a certeza de estar tomando uma decisão 100% certa. Mas para tentar evitar que a escolha por uma profissão se torne mais uma dor de cabeça dos alunos, os colégios de Criciúma estão investindo na orientação profissional supervisionada por psicólogos. Durante toda sexta-feira, alunos do ensino médio do Colégio São Bento participam de palestras com profissionais. A Jornada das Profissões é o ponto alto do trabalho de orientação profissional realizado pela psicóloga Ana Cristina Ferrary na escola. Segundo ela, o ciclo de palestras, aliado a visitas a universidades, empresas, conversas com profissionais no local de trabalho e técnicas de orientação profissional, contribuem para aliviar o peso da escolha e fazer com que ela ocorra de maneira natural.
As ferramentas ao alcance dos orientadores dos colégios são basicamente as mesmas. No Colégio Marista, a psicóloga Sílvia Nagel Hülse, faz reuniões com os pais dos alunos. "Os pais também devem conhecer o mercado de trabalho e as diferentes profissões para ajudar os filhos", diz ela. Além da orientação em grupos divididos por área de interesse, palestras e visitas a profissionais e instituições de ensino, Sílvia realiza um trabalho individual com os alunos.
Elenice de Freitas Sais, psicóloga do Colégio Madre Tereza Michel, afirma que o primeiro passo no trabalho de orientação profissional desenvolvido com os alunos do terceirão, é oferecer mecanismos para o autoconhecimento do aluno. Segundo ela, é necessário que ele saiba do que gosta, com que área tem mais afinidade. "De repente o aluno pode estar escolhendo determinada profissão porque os pais querem, porque tem status na sociedade ou porque acredita que é mais lucrativa", afirma.

Auto-conhecimento é necessário

Leonir Maffioletti, diretor pedagógico do Colégio Energia, diz que no primeiro ano do ensino médio o psicólogo do colégio já realiza trabalhos com os alunos, para tirar as dúvidas e trabalhar o autoconhecimento. Como os demais colégios, o Energia realiza reuniões com os pais, palestra com profissionais e visitas a instituições e ao local de trabalho de arquitetos, médicos, dentistas, por exemplo, que, segundo Maffioletti, mostram a realidade do mercado de trabalho para os alunos. "Quando o aluno chega no terceirão já praticamente decidiu qual carreira seguir", afirma Maffioletti.
Publicado: 1/7/200

 
 

 

 
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