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Trabalho e diversão! Temporada no exterior pode ser uma aventura
 

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SÃO PAULO - Experiência internacional, prática do idioma, outras culturas, novos amigos, independência...estes são apenas alguns dos motivos que os estudantes, recém-formados ou até profissionais, enumeram para justificar uma temporada no exterior. Para muitos, o grande problema é o investimento inicial. Mas família, trabalho e insegurança também pesam na hora de tomar a decisão.

Na terra do Tio Sam
Uma boa alternativa para aqueles que se preocupam com o lado financeiro, é unir o útil ao agradável. Neste caso, você terá que dispor de um investimento inicial para arcar com despesas de passagem, inscrição no programa, documentação e primeiros gastos pessoais.

Depois, a idéia é trabalhar para custear seus gastos com alimentação, acomodação e passeios no lugar escolhido.

Alguns programas já incluem a colocação do estudante em alguma empresa do exterior. Este é o caso do programa Work and Adventures, oferecido pela Experimento. O programa é destinado a jovens universitários, de 18 a 28 anos, e propicia uma experiência internacional por meio de um trabalho remunerado nos Estados Unidos.

De acordo com a agência, além dos gastos com inscrição, programa e passagem aérea, que hoje gira em torno de US$ 2.100, o estudante deve ter, no mínimo, US$ 500 para as despesas gerais como alimentação, transporte e acomodação até o recebimento do primeiro salário.

Segundo a agência, neste programa o estudante trabalha entre 30 e 40 horas semanais e recebe, em média, US$ 5,15 por hora.

De olho no Big Bem
Se a opção ainda for estudar inglês, além dos EUA, a Inglaterra é uma ótima opção. Muitos estudantes escolhem o local pela facilidade de viajar e conhecer outros países da Europa durante a temporada.

Muito brasileiros escolhem o País para temporadas mais longas, como seis, nove ou 12 meses de estudo. O objetivo, além de aperfeiçoar o idioma, é realmente vivenciar a cultura inglesa.

Neste caso, insegurança de deixar a família e amigos e se aventurar numa terra distante e desconhecida pode atrapalhar os planos.

Com objetivo de "cuidar" dos estudantes durante toda a estadia no exterior, algumas agências, dirigidas por brasileiros, montaram seus escritórios na própria terra da Rainha. É o caso da UKBR, sediada em Londres. De acordo com a proprietária, Isabel Rubinsteinn, o grande diferencial da agência é dar apoio 24 horas aos estudantes que optam por essa experiência.

"Diferente das empresas que estão no Brasil, a UKBR dá apoio desde a escolha do pacote até a abertura de conta bancária, emergências médicas e qualquer problema que a pessoa tiver já em terras estrangeiras", explica Isabel.

Para estudar na Inglaterra, o estudante irá gastar com o valor do pacote - que em algumas agências já incluem taxas de matrícula, curso por tempo determinado, um mês de acomodação em quarto dividido e translado do aeroporto -, passagem aérea e despesas com visto, além de uma verba para as despesas iniciais.

O grande problema é que a maioria dos pacotes é comercializada em libra esterlina, moeda local inglesa, que tem a maior cotação em relação ao real. Considerando a libra a R$ 3,79 (valor de 24 de abril de 2006, segundo Banco Central), um pacote de nove meses em Londres sairia, pela UKBR, em torno de R$ 3 mil, sem passagem e demais despesas.

A atual lei da Inglaterra prevê que estudantes devidamente matriculados em cursos com mais de seis meses de duração e com visto têm o direito de trabalhar 20 horas semanais. Essa facilidade tem atraído cada vez mais interessados em passar uma temporada na terra dos Beatles e David Beckhan.

Vale lembrar que as leis são rígidas e que qualquer deslize pode ser motivo para deportação.

Outras possibilidades

As opções são várias e muitas vezes fogem do convencional. Que tal espanhol na Costa Rica, ou mandarim em Taipei? Essas são apenas mais algumas opções, além dos tradicionais Canadá, Austrália e Espanha, que são destinos bastante visitados pelos brasileiros.

Com relação ao trabalho, é preciso estar aberto a novas experiências. As vagas não são, necessariamente, na área de atuação do passageiro, mas, certamente, proporcionarão desenvolvimento profissional, além de conhecimento de outros valores, cultura e relacionamentos.

Está preparado para essa aventura? Agora é arrumar as malas e embarcar nessa experiência!

 
 

 

 
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