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O papel da escola na escolha profissional
 

Atualmente nos deparamos com números assustadores de desistências nos cursos universitários. De cada 100 estudantes que entram nas universidades públicas brasileiras praticamente 30 fazem um novo vestibular. Isto nos mostra o quanto que os estudantes estão despreparados para lidar com a escolha de uma profissão.

O ensino médio é visto apenas como uma continuação do ensino fundamental, a escola continua sendo um espaço somente para aprender. O ensino médio deveria ser um espaço para se discutir sobre o trabalho, profissões, ansiedades em relação à escolha profissional, entre outras coisas. As escolas ainda ampliam a ansiedade dos adolescentes nos terceirões com discussões que giram somente em torno da relação candidato-vaga, número de pontos do último colocado no vestibular, etc.

Em países como o Canadá a história é bem diferente, os alunos entram no segundo grau com 14 anos, são 4 anos de ensino médio (High School) e mais um ano acadêmico (Ontario Academic Course –OAC) para quem quer ir para a universidade. No primeiro ano os alunos tem 5 disciplinas obrigatórias e três optativas, as obrigatórias vão diminuindo e as optativas vão aumentando ao longo do ensino médio. As áreas de estudo são: Artes (arte, teatro e música), Negócios, Educação Física e Educação para Saúde, Estudos Tecnológicos, Inglês, Estudos Familiares, Francês, Alemão, Geografia, Planejamento de Carreira, História, Matemática, Ciências e Direito.

O jovem ao entrar no ensino médio terá um conselheiro, uma pessoa que vai acompanhá-lo até sua formatura, uma pessoa que irá orientá-lo na escolha das suas disciplinas. As disciplinas optativas podem ser trocadas a qualquer momento, portanto a escolha profissional vai acontecendo aos poucos, através de pequenas escolhas, naturalmente. Se o estudante quiser ir para a universidade, terá que fazer 6 disciplinas do OAC, e as notas deste ano que contarão na seleção para a universidade.

A partir destas constatações podemos perceber a necessidade urgente de uma mudança de procedimentos no ensino médio do Brasil que possibilitasse um encaminhamento profissional. Obviamente seria muita utopia querer que o Brasil fosse igual ao Canadá, aqui já existem dificuldades de contratar professores com um salário decente quanto mais estes “conselheiros”. Contudo os psicólogos e pedagogos podem e devem lutar por um lugar na escola para fazer orientação profissional: trabalhando e discutindo a questão da escolha, prestando informações sobre possibilidades e mercado de trabalho, possibilitando a discussão com os próprios profissionais, trabalhando o auto-conhecimento, etc.

Texto elaborado por Mariana Daros de Amorim
www.liop.ufsc.br

Atualmente nos deparamos com números assustadores de desistências nos cursos universitários. De cada 100 estudantes que entram nas universidades públicas brasileiras praticamente 30 fazem um novo vestibular. Isto nos mostra o quanto que os estudantes estão despreparados para lidar com a escolha de uma profissão.

O ensino médio é visto apenas como uma continuação do ensino fundamental, a escola continua sendo um espaço somente para aprender. O ensino médio deveria ser um espaço para se discutir sobre o trabalho, profissões, ansiedades em relação à escolha profissional, entre outras coisas. As escolas ainda ampliam a ansiedade dos adolescentes nos terceirões com discussões que giram somente em torno da relação candidato-vaga, número de pontos do último colocado no vestibular, etc.

Em países como o Canadá a história é bem diferente, os alunos entram no segundo grau com 14 anos, são 4 anos de ensino médio (High School) e mais um ano acadêmico (Ontario Academic Course –OAC) para quem quer ir para a universidade. No primeiro ano os alunos tem 5 disciplinas obrigatórias e três optativas, as obrigatórias vão diminuindo e as optativas vão aumentando ao longo do ensino médio. As áreas de estudo são: Artes (arte, teatro e música), Negócios, Educação Física e Educação para Saúde, Estudos Tecnológicos, Inglês, Estudos Familiares, Francês, Alemão, Geografia, Planejamento de Carreira, História, Matemática, Ciências e Direito.

O jovem ao entrar no ensino médio terá um conselheiro, uma pessoa que vai acompanhá-lo até sua formatura, uma pessoa que irá orientá-lo na escolha das suas disciplinas. As disciplinas optativas podem ser trocadas a qualquer momento, portanto a escolha profissional vai acontecendo aos poucos, através de pequenas escolhas, naturalmente. Se o estudante quiser ir para a universidade, terá que fazer 6 disciplinas do OAC, e as notas deste ano que contarão na seleção para a universidade.

A partir destas constatações podemos perceber a necessidade urgente de uma mudança de procedimentos no ensino médio do Brasil que possibilitasse um encaminhamento profissional. Obviamente seria muita utopia querer que o Brasil fosse igual ao Canadá, aqui já existem dificuldades de contratar professores com um salário decente quanto mais estes “conselheiros”. Contudo os psicólogos e pedagogos podem e devem lutar por um lugar na escola para fazer orientação profissional: trabalhando e discutindo a questão da escolha, prestando informações sobre possibilidades e mercado de trabalho, possibilitando a discussão com os próprios profissionais, trabalhando o auto-conhecimento, etc.

Texto elaborado por Mariana Daros de Amorim
www.liop.ufsc.br

 
 

 

 
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