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Conheça o seu futuro empregador
 

Foi-se o tempo em que só as empresas escolhiam quem iria integrar seus quadros. Hoje em dia, com a figura do executivo cada vez mais valorizada e considerada nas estruturas empresariais, o profissional tem a obrigação de escolher para quem quer trabalhar. E mais: precisa saber quem está recebendo seu currículo ou o está convidando para uma entrevista de seleção.

Pode parecer contraditório falar “profissional que escolhe onde quer trabalhar” em tempos de altas taxas de desemprego e competitividade agressiva no mercado. Mas é possível, sim, ser seletivo ao prospectar uma nova oportunidade.

Aliás, é esse fator que diferencia os high potentials da geléia geral. Costumo recomendar aos executivos que procuram serviços de orientação profissional e/ou recolocação que sejam seletivos e específicos na hora de abordar o mercado em busca de uma vaga. Nesses casos, menos é mais. Ou melhor: é preciso saber escolher os “alvos” certos, para não sair atirando a esmo.
O primeiro passo para ser bem-sucedido é conhecer bem as próprias características, habilidades, deficiências e expectativas. Isso pode parecer um tanto óbvio, mas asseguro a você: a maioria das pessoas não tem as respostas precisas para tais perguntas — e muitas sequer pararam para pensar nisso ao longo da vida (pessoal e profissional).

Quem conhece bem a si mesmo tem mais clareza na hora de definir seus planos e rumos profissionais. A partir daí, começa a parte mais trabalhosa (porém estratégica) do processo de procura: o estudo focado do mercado.
É fundamental conhecer o mercado em que se atua ou se pretende atuar. Quais são os principais players? O mercado está em crescimento, em queda ou anda estagnado? Qual o perfil do profissional mais procurado no setor em que você atua? Quais são os cursos de qualificação/certificação mais exigidos? Qual a média salarial dos profissionais com a sua função? Se você está um passo adiante, e já foi chamado para uma entrevista profissional, trate de conhecer quem está interessado em conhecê-lo — sim, a convocação para uma conversa com o selecionador é uma demonstração de interesse da empresa para qual ele trabalha.

Dicas
Uma dica que repito constantemente: não vá para uma entrevista sem conhecer bem a empresa que o chamou. Qual é o porte dela? Qual a sua estrutura, seus resultados e seu posicionamento no mercado? Trata-se de uma empresa líder? É uma empresa bem-vista? Ela está crescendo? Passou por recessão, crise ou processos recentes de demissão coletiva? Durante a entrevista, o profissional deve continuar a “estudar” a empresa que se interessou pelo seu currículo. O executivo precisa estar atento quando se vê diante do headhunter ou do responsável pelos Recursos Humanos (RH) de seu possível futuro empregador. Tenha certeza: a seleção não serve apenas para avaliar o candidato.

Acredito que, numa entrevista, a primeira coisa a ser observada é o respeito pelo profissional. Atraso com relação à hora marcada, tratamento inadequado por parte do selecionador e entrevista muito curta (ou muito tensa) falam bastante sobre a confiabilidade da empresa — ou da consultoria de recrutamento contratada por ela para conduzir o processo. Não é porque o executivo está demandando uma vaga de emprego que ele pode ser destratado ou desrespeitado.

Na conversa com o recrutador, trate de interagir. A fórmula de uma boa entrevista profissional é composta por 70% de perguntas do selecionador e 30% do entrevistado. Não hesite em questionar seu interlocutor sobre detalhes da empresa contratante e da vaga em disputa. Ao contrário do que muitos pensam, dialogar em uma entrevista de emprego não é algo negativo: é essencial. Entrevista não é interrogatório. O candidato que sai da conversa sem ter feito uma pergunta sequer é praticamente carta fora do baralho. O silêncio de quem está sendo avaliado, ainda mais em uma situação tão importante, faz transparecer desinteresse, apatia, timidez e passividade.
As informações que serão apuradas junto ao entrevistador são ainda mais importantes se o profissional não recebeu muitos detalhes sobre seu possível empregador — é muito comum, especialmente em entrevistas convocadas por headhunters, que o candidato nem sequer seja informado sobre qual empresa está promovendo o processo seletivo. Um candidato bem preparado diferencia-se facilmente em processos seletivos. E saber dizer não diante de uma oportunidade que não seja interessante só valoriza o profissional.

 
 

 

 
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